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| "tarefa difícil é aprendermos a esquecer, quem primeiro aprendemos a gostar" |
não consigo aguentar outra vez esta frustração que me incapacita de viver.
aquele sentimento fiel e preso a mim, magoava e fazia a minha pele arrepiar-se, o tal medo não me deixava viver. prendia-me e privava-me daquilo que mais gostava, fez-me abstrair-me de tudo e todos, mesmo de quem me queria chapar um sorriso verdadeiro daquele rapaz que por menos ou mais conhecido que fosse, tinha a sua alegria sempre e sabia combater contra o que viesse e diziam-me: "vitó? onde está o meu vitó?".
cansado de enxugar lágrimas e de estar cercado de uma perpétua tristeza respondi: "tão cedo não volta..".
memórias que acarreto para todo o lado já me pesam no subconsciente, não me arrependo, simplesmente não compreendo. seremos todos talhados para magoar os outros? sim, um conclusão óbvia que por menos que queiramos acontecer-nos-á... como numa batalha, saímos sempre magoados.
lembro-me do começo de tudo, do começo de um também fiel e tenebroso sentimento que por mais inexplicável e lindo que fosse, também arrancava algo de nós. era o amor...
longe de tudo e longe de todos, simplesmente estávamos eu e tu, dois seres ansiosos por compreender o que o coração lhes dizia. estava feliz por novamente conseguir dizer um "amo-te", por conseguir dar tudo de mim a uma pessoa que inexplicavelmente me tornava novo e me fazia tornar a lutar.
mudaste-me de tal forma que tudo o que faço se baseia em ti, que em tudo o que penso tu ocorras no meu pensamento.
continuo a não perceber o que estupidamente ocorreu naquilo que construímos, o que aconteceu aquilo a que me dediquei de corpo e alma, ainda não desmoronou, mas só tu segurarás esta tão forte e penosa culpa.
não me peças para te deixar ir com o vento.. seria o mesmo que me pedires para me esquecer de momentos inesquecíveis, que acredite no inacreditável, que explique o inexplicável e que imagine o inimaginável. mas como me prometi: "por ti e por nós tudo !", será mesmo assim a vida, um mar de pétalas ? todos os seres humanos sofrem mas de uma maneira ou de outra eu sinto-me confuso, esclarece-me.
"porquê que me matas se eu quero viver simplesmente para te ver sorrir?" de forma lúcida e capaz exclamo: eu ainda te amo !

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