quinta-feira, 29 de setembro de 2011

endless love?

Imagina que escrevo para ti, mas... quem és tu? pergunto. Afinal de contas escrevo-te para quê? que influência terão estas palavras na tua rotina diária de pessoa orgulhosa que és? enganei-me plenamente ao julgar-te, aliás até mesmo eu estou errado, não devo nem deverei alguma vez julgar-te, visto que parte disto é culpa minha.
Isto o quê? questiono-me novamente... Acho intrigante as perguntas a que eu prórprio me sujeito porque por mais banais e de resposta direta que sejam eu gosto de as complementar com memórias arquivadas.
Finalmente consegui arquivar memórias, organizá-las das mais felizes às menos. Noto que as mais presentes em mim são as chuvosas, são de veras as que mais me marcam. Engano-me... existem muito mais as que me fazem sorrir do que as que me fazem chorar, só lamento um acontecimento autoarrasador... lamento a tua partida, a tua não despedida, a tua caminhada para lá de nós que um dia existiu.

Estou a tentar não pensar em ti, um dia habituara-me a que pertencesses ao meu dia-a-dia e o enchesses maravilhosamente de ti... agora tal como previsto e com a ajuda meiga do tempo adaptei-me drasticamente a medidas que no final de contas me fizeram não sentir a falta de alguém que um dia me magoou... tu !
"Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. E outras vezes nem volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado." Margarida Rebelo Pinto; existe maior verdade?
Algo neste excerto me fez ler aquele livro "O dia em que te esqueci" e se algo se identifica mais comigo, será o facto de simplesmente eu não conseguir recuperar o meu coração. Por mais que tente, ele está do teu lado, está aí contigo e continuas a esfaqueá-lo com o teu esquecimento de que um dia já deste importância a esse coração e o querias só para ti. Neste caso é como um brinquedo de criança, depois do uso e de se encontrar algo melhor, perde-se o interesse pelo outro mas mesmo assim continua sendo o nosso brinquedo e mais tarde mesmo não sendo, iremos recordá-lo como algo que já esteve presente na nossa vida, algo que já nos pertenceu, algo que já nos marcou e acompanhou.

É verdade, já nada te conseguirá mudar e todos os momentos depois daquele dia moldaram-me, mudaram a minha rotina e isso tu sabes bem... quis mostrar-te sem hesitar, o quanto sofrimento me estavas a causar.
Houve um dia em que me disseras que tinha o perfil mais lindo que existia e eu... caí na tentação das tuas palavras e senti-me a melhor pessoa do mundo pois julgara que só tinhas olhos para mim.
Não que fosse mentira, simplesmente não era verdade, não sei se me faço entender; obviamente sabia que o disseras no calor do momento mas quis ficar pela ignorância amorosa.
Gostava de te escrever a dizer que além de já não te amar também não penso em ti e isto com o intuito de te magoar. Prefiro manter-me calado, pois eram pensamentos mentirosos e revoltados.
Peço desculpa por te cusar curiosidade e que tu com essa comichãozinha venhas ler isto, mas conheces-me bem, não gosto de me manter calado por isso escrevo em voz baixa.
Estive a pensar já à alguns dias para cá o que fizeras à carta que te escrevi, aquela que te escrevera e entregara no dia em que deitaste um final às tuas incertezas e pensaste deitar um final ao meu sofrimento, naquele dia em que saímos de mão dada e alteraste o nome do meu contacto para "endless love", do you remember? Se me podia esquecer? Talvez a tua pessoa ficasse parva com tudo o que me lembro e que se passou entre nós, pois... será amor?
Não gosto de ironia, mas de vez em quando acredito que tenha a sua utilidade.
Compreendo que até compreendas que eu tenha compreendido a tua finalização no "tudo" que tivemos e até penso que pensaste que pensei que era para o meu bem... enganas-te, pois ainda existes para me fazer sentir o contrário.
"Azar o teu se não me consegues esquecer", aqui está outra coisa da qual não me esquecerei tão facilmente. Não sei se te mostraste uma pessoa farta ou gloriosa, talvez tenhas dito aquilo para te sentires bem contigo mesmo, e essa glória não te é merecida, aliás, sei que também não mereces que esteja assim por ti, mas como já referi noutras ocasiões sou sensível e quando gosto entrego-me.

Já tentei enganar as pessoas que mais me amavam com afirmações que demonstravam força e determinação em tentar ganhar asas e voar por cima do muro.
Talvez eu seja uma farça ou talvez seja simplesmente estúpido por continuar assim.
Inês preciso referir o teu nome porque não há alguém que me conheça melhor que tu ou o Rui, preciso referir-te porque te amo e te tentei mentir ao dizer-te que estava bem, no fim de tudo tu própria sabias que eu não estava e peço desculpa. Tu sabes como me implantas a verdade e me seguras no meu posto, aliás vales por mim, por ti e por qualquer um... believe me.
Agora para ti, sim para ti, afinal estava a escrever para ti não para ela. Tenho-te a dizer que existem tantos caminhos à minha volta e por mais que tente escolher, algo me remete a ti, em cada caminho existe o teu cheiro e a tua imagem ao fundo do túnel, é motivo para dizer que estou perdido.
Lá encontro-me eu, sentado num banco de madeira, gasta pelo tempo, com pernas de ferro pintado, oxidadas e acompanhado pela estação que mais se identifica comigo interiormente. Rodeado de vultos pintados pelo vento à tua semelhança, talvez isso me contemple porque eu sei melhor que ninguém que não passas de um vulto do passado que infelizmente ainda consegue atormentar o meu presente e consecutivamente o meu futuro.
Continuo a lutar cada dia que passa e ainda existe aquela esperança que me estraga e me leva a pensar que tu poderias pertencer-me novamente. A minha escolha manter-se-ia e seria ficar contigo nem que fosse sobrevivendo ao frio do Inverno, porque até agora eu não tenho vivido, tenho sobrevivido e isso demonstra em qual estado me encontro... num estado de degradação e dependência ocular e de memórias.
Entidade desconhecida e incompreensível que és, deste-me sinais do fim e realmente a tua personalidade encoraja-me à loucura, mas ambos sabemos que não passa de uma fase, até podia continuar sentado a apanhar uma ventania gélida, mas não, agora compreendo que finalmente que o próximo é escolher uma das tabuletas presentes nos vários caminhos. E eu escolhi "Felicidade", vá-se lá saber o que me espera o futuro e findo comprometendo-me a amar-te até voltar a reaver o que é meu... o meu coração.

"I still love you, but i chose to follow my path, because you did the same... my endless love."

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